Cigana de ossos

Presente em noites de maré

e ressaca,

admiro como te manténs intacta.

Alienada de todo o caos,

dançando valsa sobre os destroços.

Ah! Cigana de ossos.

Se soubesse a missa metade do quanto me esforço

não zombarias dos sacrifícios que a ti faria.

Largo tudo agora, se disser que onde fores poderei ir

Teus amigos se tornariam inteiros, verdadeiros.

Graças a mim não seriam mais

suspeitos de crimes que tu  cometeu.

Ah! Cigana de ossos.

Tu roubou meu coração e fugiu,

quase em meu apogeu.

Agora, teus olhos me roubam do ócio,

fazem jus a profecia que um primata previu,

serias tão minha quanto eu sou teu,

pertence a ti minha alma de pobre plebeu.

Ah! Cigana de ossos.

-Clara Webler

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Publicado por

Webler

Queria viver leve; amar leve; respirar leve; escrever leve; mas a vida me fez assim, pedra bruta.

3 comentários em “Cigana de ossos”

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