Memórias da casa que você deixou

Petulante, insolente e tudo o que mais vier na minha mente, é isso que tu é, um passo à mais que eu nunca deveria ter tido a ousadia de dar. Eu falei para todos meus amigos de bar que me negava a escrever sobre paixões inacabadas novamente, mas aqui estou, isso porquê o cheiro do teu perfume invadiu meu apartamento mais uma vez, sem eu ao menos ter deixado espaços para ele se grudar aqui.

Como se não bastasse, minha casa inteira parece chamar o teu nome, não sei em que terreiro tu fez essa amaração, só sei que meus travesseiros me perguntam a noite inteira quando você vem nos visitar e eu não tenho coragem pra responder sem sentir um maldito aperto no peito.

O dia em que tu bater em minha porta de novo eu vou te deixar entrar, não porque te perdoo, e sim porque por ti eu não devo guardar nem o rancor. E antes que essas palavras que me consomem por agora, se esvaiam, eu quero deixar registrado que a partir de hoje, nem a casa, nem a moradora sentirão saudade das tuas lembranças.

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Publicado por

Webler

Queria viver leve; amar leve; respirar leve; escrever leve; mas a vida me fez assim, pedra bruta.

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