Quando setembro se aproxima

Eu queria não lembrar do seu aniversário cada vez que setembro se aproxima. Eu queria viver a minha vida sem o teu fantasma me assombrando em sonhos que tenho toda semana, nesses sonhos você corre de volta para meus braços e mesmo que eu negue, as partes mais profundas e incontroláveis da minha alma ainda anseiam o teu beijo. Quão bom seria acordar e perceber que toda essa distância não passou de um pesadelo, que você ainda está me esperando na porta de casa de braços abertos e com um sorriso de orelha à orelha todas as manhãs.

Eu te vi na rua ontem e a saudade apertou meu peito mais forte do que quando abri os olhos e me deparei com o vazio do meu lado na cama, era real dessa vez, nada de voltas repentinas ou beijos estalados no topo da cabeça. Você estava andando do outro lado da rua, ainda se parecia com alguém que eu costumava conhecer, mas um oceano intenso e tempestuoso te separava de quem um dia você já foi.

Você estava do outro lado da rua, mais perto do que já esteve nos últimos meses, os que estamos separados, mas seu pensamento e seu coração estavam tão longe quanto o outro lado do mundo. Você não é mais meu, eu preciso te deixar ir.

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Publicado por

Webler

Queria viver leve; amar leve; respirar leve; escrever leve; mas a vida me fez assim, pedra bruta.

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